A literatura “e-pistolar” que aproxima Lisboa e Maputo: a amizade entre os escritores Ana Bárbara Pedrosa e Eduardo Quive deu uma série
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Ler artigo original →Após um breve atraso em relação ao horário marcado para a entrevista, Eduardo Quive junta-se a Ana Bárbara Pedrosa na mesa da esplanada. Duas da tarde, temperatura acima da média para a primavera, o Miradouro de São João de Alcântara a fervilhar, Lisboa bronzeada pelo sol, exibindo-se aos nossos pés.
— Ainda me faz impressão isto — comenta Eduardo, passando em revista as mesas ao lado.
— Isto o quê? — quer saber Ana Bárbara Pedrosa.
— As mulheres de pernas cruzadas em público.
— Hã?
Ana Bárbara Pedrosa mira as próprias pernas, igualmente cruzadas. Eduardo Quive sorri, encolhendo os ombros, num gesto típico de “é verdade, fazer o quê?”
Em dez segundos, a dupla representa, no palco improvisado de uma esplanada, o curioso e inusitado diálogo que os escritores têm mantido desde janeiro na troca semanal de “cartas” entre Lisboa e Maputo, postadas na Mensagem de Lisboa na rubrica Maningue Giro.